SAC e Price: o que muda na prática
Todo financiamento com juros pode ser organizado de maneiras diferentes. As duas mais usadas no Brasil são o Sistema de Amortização Constante (SAC) e a Tabela Price (também chamada de Sistema Francês). A dívida e a taxa são as mesmas; o que muda é o ritmo com que você paga.
- Price: parcela fixa do início ao fim. No começo, a maior parte da parcela é juro; com o tempo, cresce a parte que amortiza.
- SAC: a amortização é constante (valor financiado ÷ nº de parcelas). As parcelas começam mais altas e vão caindo, porque o juro incide sobre um saldo devedor que diminui mais rápido.
Qual sai mais barato?
Somando tudo, o SAC quase sempre paga menos juros no total, justamente porque abate a dívida mais depressa. A calculadora acima mostra essa diferença em reais. Em contrapartida, o SAC exige parcelas iniciais maiores — e é aí que mora a decisão.
Quando cada um compensa
- Escolha o SAC se você tem fôlego no orçamento para as parcelas iniciais mais altas e quer economizar juros no longo prazo (ou pretende amortizar/quitar antes do fim).
- Escolha a Price se prefere uma parcela menor e previsível no começo, mesmo pagando um pouco mais de juros ao longo do contrato.
Atenção ao CET, não só à taxa
Duas propostas com a mesma taxa de juros podem custar valores bem diferentes por causa de seguros obrigatórios (MIP e DFI) e da taxa de administração. Tudo isso está reunido no CET — Custo Efetivo Total, que o banco é obrigado a informar. Na hora de comparar bancos, olhe o CET: é ele que mostra o custo real do financiamento. Esta simulação considera apenas amortização mais juros, para você entender a mecânica de cada sistema.