Calculadora de Juros Compostos

Veja o poder dos juros compostos: informe quanto você tem, quanto vai investir por mês, a taxa e o prazo. A gente mostra o montante final, quanto foi seu dinheiro e quanto foram os juros — com a evolução ano a ano.

Quanto você já tem para começar (pode ser 0).
Quanto você pretende investir todo mês (pode ser 0).
Ex.: poupança rende cerca de 0,5% ao mês; um índice como o CDI, algo próximo de 10% ao ano.
Por quanto tempo o dinheiro vai ficar rendendo.
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Como funcionam os juros compostos

Nos juros compostos, o rendimento de cada período é calculado sobre o total acumulado — ou seja, sobre o valor inicial mais os juros que já foram somados antes. É por isso que se diz que são "juros sobre juros": o dinheiro que rendeu passa, ele mesmo, a render também. Quanto mais tempo você deixa, mais forte fica esse efeito bola de neve.

A fórmula, sem susto

Para um valor único parado rendendo, o montante final é:

M = P × (1 + i)n

Onde P é o valor inicial, i é a taxa de juros por período (em decimal, ex.: 1% = 0,01) e n é o número de períodos. Quando você também faz aportes mensais (PMT), soma-se a parte da renda:

M = P × (1 + i)n + PMT × [ ((1 + i)n − 1) ÷ i ]

Se a taxa que você tem é anual e os aportes são mensais, é preciso achar a taxa mensal equivalente com imês = (1 + iano)1/12 − 1. A calculadora faz tudo isso automaticamente quando você marca "% ao ano".

Um exemplo prático

Imagine começar com R$ 1.000, investir R$ 200 por mês a uma taxa de 10% ao ano durante 10 anos. Ao longo do período você terá colocado R$ 25.000 do próprio bolso, mas o montante final passa dos R$ 42.000. A diferença — mais de R$ 17.000 — são os juros trabalhando por você. Experimente mudar o prazo para 20 ou 30 anos e veja como o resultado dispara: o tempo é o maior aliado dos juros compostos.

Juros simples x juros compostos

Nos juros simples, o rendimento incide sempre só sobre o valor inicial. R$ 1.000 a 1% ao mês rendem R$ 10 todo mês, sempre igual. Já nos juros compostos, no segundo mês o 1% incide sobre R$ 1.010, no terceiro sobre um valor ainda maior, e assim por diante. No começo a diferença é pequena, mas ela cresce de forma acelerada com o passar dos anos.

A lição vale nos dois sentidos: os juros compostos são maravilhosos quando você está investindo — e perigosos quando você está devendo, como no rotativo do cartão de crédito ou no cheque especial, em que a dívida também cresce "juros sobre juros".

Perguntas frequentes

O que são juros compostos?

São os "juros sobre juros". A cada período, o rendimento é calculado sobre o valor inicial mais os juros que já foram acumulados antes. Com o tempo, isso faz o dinheiro crescer cada vez mais rápido — é o famoso efeito "bola de neve".

Qual é a fórmula dos juros compostos?

Para um valor único, o montante é M = P × (1 + i)n, onde P é o valor inicial, i é a taxa por período e n é o número de períodos. Quando há aportes mensais (PMT), somamos a parte da renda: M = P × (1 + i)n + PMT × [((1 + i)n − 1) ÷ i]. É exatamente essa conta que a calculadora faz para você.

A taxa é ao mês ou ao ano?

Você escolhe! Use o botão ao lado do campo de taxa. Se informar uma taxa anual, convertemos para a taxa mensal equivalente com imês = (1 + taxaano)1/12 − 1. Assim, os aportes mensais rendem de forma correta, sem "inflar" o resultado dividindo a taxa por 12.

Os aportes entram no começo ou no fim do mês?

Nesta calculadora, cada aporte é considerado no fim de cada mês (o modelo mais comum, chamado de série de pagamentos postecipada). Por isso o primeiro aporte ainda não rende no mês em que é feito.

O resultado considera imposto de renda e inflação?

Não. O valor mostrado é o montante bruto, sem descontar imposto de renda, taxas ou o efeito da inflação. Use-o como uma estimativa de planejamento; o rendimento líquido de um investimento real pode ser um pouco menor.

Conteúdo revisado em Julho de 2026. As calculadoras são gratuitas e todos os cálculos acontecem no seu navegador.