Como funcionam os juros compostos
Nos juros compostos, o rendimento de cada período é calculado sobre o total acumulado — ou seja, sobre o valor inicial mais os juros que já foram somados antes. É por isso que se diz que são "juros sobre juros": o dinheiro que rendeu passa, ele mesmo, a render também. Quanto mais tempo você deixa, mais forte fica esse efeito bola de neve.
A fórmula, sem susto
Para um valor único parado rendendo, o montante final é:
M = P × (1 + i)n
Onde P é o valor inicial, i é a taxa de juros por período (em decimal, ex.: 1% = 0,01) e n é o número de períodos. Quando você também faz aportes mensais (PMT), soma-se a parte da renda:
M = P × (1 + i)n + PMT × [ ((1 + i)n − 1) ÷ i ]
Se a taxa que você tem é anual e os aportes são mensais, é preciso achar a taxa mensal equivalente com imês = (1 + iano)1/12 − 1. A calculadora faz tudo isso automaticamente quando você marca "% ao ano".
Um exemplo prático
Imagine começar com R$ 1.000, investir R$ 200 por mês a uma taxa de 10% ao ano durante 10 anos. Ao longo do período você terá colocado R$ 25.000 do próprio bolso, mas o montante final passa dos R$ 42.000. A diferença — mais de R$ 17.000 — são os juros trabalhando por você. Experimente mudar o prazo para 20 ou 30 anos e veja como o resultado dispara: o tempo é o maior aliado dos juros compostos.
Juros simples x juros compostos
Nos juros simples, o rendimento incide sempre só sobre o valor inicial. R$ 1.000 a 1% ao mês rendem R$ 10 todo mês, sempre igual. Já nos juros compostos, no segundo mês o 1% incide sobre R$ 1.010, no terceiro sobre um valor ainda maior, e assim por diante. No começo a diferença é pequena, mas ela cresce de forma acelerada com o passar dos anos.
A lição vale nos dois sentidos: os juros compostos são maravilhosos quando você está investindo — e perigosos quando você está devendo, como no rotativo do cartão de crédito ou no cheque especial, em que a dívida também cresce "juros sobre juros".