Reduzir prazo ou reduzir parcela: o exemplo em números
Considere um financiamento pela Tabela Price com saldo devedor de R$ 200.000, taxa de 1% ao mês e 240 parcelas restantes (parcela de R$ 2.202,17). Sem amortizar, você ainda pagaria cerca de R$ 328.521 só de juros. Veja o que uma única amortização extra de R$ 20.000 faz em cada estratégia:
| Estratégia | O que muda | Juros economizados |
|---|---|---|
| Reduzir o prazo | Parcela segue R$ 2.202,17; prazo cai de 240 para 171 meses (menos 69 parcelas) | R$ 132.212 |
| Reduzir a parcela | Prazo segue 240 meses; parcela cai para R$ 1.981,96 (menos R$ 220,21/mês) | R$ 32.852 |
A mesma quantia economiza cerca de 4 vezes mais juros quando você reduz o prazo. O motivo: mantendo a parcela cheia, uma fatia maior de cada pagamento vira amortização, o saldo devedor derrete mais rápido e os juros — que incidem sobre o saldo — deixam de existir por 69 meses. Reduzir a parcela alivia o presente, mas mantém a dívida (e os juros) rodando pelo prazo inteiro.
Como a amortização extra funciona
Todo valor extra pago vai 100% para o principal — diferente da parcela normal, que primeiro paga os juros do mês. Por lei, o banco é obrigado a aceitar a amortização antecipada com redução proporcional dos juros, sem tarifa para pessoa física. Na prática, você solicita pelo app ou agência e escolhe o efeito: reduzir o prazo (mantém a parcela) ou reduzir a parcela (mantém o prazo). No SAC, reduzir o prazo mantém a amortização mensal e corta parcelas do fim; na Price, mantém a parcela fixa e o contrato termina antes.
Dica de ouro: amortizações no início do contrato economizam muito mais, porque é quando o saldo devedor (e os juros mensais) está no topo. Para simular o financiamento completo desde o começo, use o simulador de financiamento SAC x Price; para entender o que o dinheiro renderia investido em vez de amortizado, veja os juros compostos.