Qual índice usar em cada situação
| Índice | Quem calcula | Usado principalmente em |
|---|---|---|
| IPCA | IBGE | Inflação oficial: metas do BC, contratos em geral, atualização de valores |
| INPC | IBGE | Salários, benefícios, pensões alimentícias e ações trabalhistas |
| IGP-M | FGV | Aluguéis, planos e contratos de prestação de serviços |
| Selic | BCB | Tributos federais em atraso e boa parte dos débitos judiciais |
No período coberto pela calculadora (julho/2024 a junho/2026), os acumulados foram bem diferentes entre si: IPCA 10,24%, INPC 9,73%, IGP-M 7,71% e Selic 28,73% — a Selic acumula mais porque embute juros, e não apenas a reposição da inflação. Nos 12 meses até junho/2026, os acumulados foram de 4,64% (IPCA), 4,33% (INPC), 3,18% (IGP-M) e 14,77% (Selic).
Um exemplo resolvido
Quanto valem hoje R$ 1.000 de julho de 2024, corrigidos pelo IPCA até junho de 2026? O acumulado do período é de 10,24%, então o valor corrigido é 1.000 × 1,1024 = R$ 1.102,41. Repare que o fator vem da multiplicação das variações mensais — não da soma: meses de deflação (como agosto/2024, com −0,02%) reduzem o fator, e a composição mês a mês faz o acumulado ser um pouco diferente da soma simples dos percentuais.
A correção monetária conserva o poder de compra; ela não é rendimento. Para simular quanto o dinheiro renderia investido no mesmo período, veja a calculadora de juros compostos — e, se o seu caso é o reajuste anual do aluguel, temos uma calculadora de reajuste de aluguel já com o IGP-M e o IPCA acumulados de 12 meses.